O vereador Igor Franco, ex-líder na Câmara Municipal, voltou a se destacar após a demissão do irmão de um cargo público. Como no passado, quando perdeu influência durante a gestão de Rogério Cruz, Franco adota postura agressiva de oposição, apresentando pedidos de impeachment contra o prefeito Mabel e transformando o plenário em palco de confrontos midiáticos.
Além das ações políticas, Franco acumula rejeições significativas de emendas parlamentares. A maior parte das emendas impositivas rejeitadas no último período — totalizando R$ 2.501.608,29 — tinha como destino o Instituto Léo Moura, destinado à estrutura de custeio completa da instituição. O instituto já foi alvo de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU) em 2024, quando foram identificadas irregularidades nos repasses. Esta é a terceira tentativa de Franco de enviar verba milionária para o mesmo instituto.
Você confiaria seu dinheiro a uma instituição que não segue as leis e regras?"
O histórico do vereador reforça a polêmica. Franco já apareceu em relatório da CPI da Funai e do Incra em 2016, acusado de criar “clima de terror” na Terra Indígena Apyterewa, no Pará, além de disputar judicialmente o espólio do pai com o irmão e tentar influenciar decisões junto ao ministro do STF, Luís Roberto Barroso, para frear a retirada de invasores de terras indígenas.
Na Câmara Municipal, Franco também coleciona desgastes. Criticou manifestações religiosas na Tribuna Livre, recuou após pressão e já foi acusado por colegas de tentar interferir em mandatos via Justiça Eleitoral. Ex-parlamentares relataram ameaças após rompimentos de parcerias envolvendo remanejamento de emendas.
O padrão se mantém: quando perde espaço e não consegue acomodar familiares em cargos públicos, Franco muda o jogo, assume postura de confronto direto e deixa turbulência pelo caminho — agora acompanhada de tentativas de direcionar milhões de recursos públicos a instituições questionadas.
