Política

Bancada de Goiás alinha propostas para eleições com prefeitos

Em videoconferência com prefeitos de Goiás na tarde desta segunda-feira (8) parlamentares do Estado ouviram propostas para as eleições municipais previstas para outubro e incertas em razão da pandemia do novo coronavírus. Participaram 10 deputados federais e 2 senadores. A iniciativa do debate foi da Associação Goiana de Municípios (AGM) e Federação Goiana de Municípios (FGM) com a participação da Confederação Nacional de Municípios (CNM)

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Em consenso, os gestores municipais defenderam junto à bancada a unificação do pleito para 2022 ou então a manutenção em outubro. O entendimento é de que adiar para novembro ou dezembro não diminuiria os riscos de saúde pública e causaria dificuldades para o encerramento das gestões. ?O que não podemos é ficar no escuro, sem saber o que vai acontecer. Isso precisa ser resolvido o mais rápido possível?, ponderou o presidente da AGM, Paulo Sérgio de Rezende. O presidente da FGM, José Cunha, também conduziu a reunião.

 

O presidente da CNM, Glademir Aroldi defendeu que não é possível oferecer igualdade de condições para os concorrentes em 2020. ?Estaremos colocando em risco a saúde da população brasileira, estudos científicos dizem que pode haver novas ondas dessa pandemia?, enfatizou, preocupado que o pleito se torne um fator para uma segunda onda de disseminação do vírus, que não atingiu o pico do Brasil. ?Quem defende as eleições agora está desconectado com a realidade do país. Mais de mil Municípios não possuem internet e em outros milhares o sinal é muito ruim?, alertou.08062020 presidente CNM aroldi 2

 

Segundo a líder da bancada de Goiás na Câmara, a deputada federal Flávia Moraes (PDT-GO), os pontos serão levados para avaliação de todos os parlamentares. O intuito é ter uma decisão por bancada. ?Um ponto que parece consenso é que precisa ser decidido logo. A outra questão unânime para os prefeitos é de não adiamento das eleições, que seria de levar para novembro ou dezembro. O que, no entanto, é uma corrente forte no Congresso?, listou. Quanto à unificação em 2022, com prorrogação dos atuais mandatos, a deputada explicou que dificilmente haverá encaminhamento de bancada, diante das divergências sobre o tema.

 

Alguns prefeitos expuseram ainda a falta de clima para um diálogo eleitoral com a população em um cenário de insegurança e de medidas difíceis que as gestões estão obrigadas a tomar. ?Não há nem condições psicológicas para um pleito. Estamos com transmissão comunitária e aumentando, e pessoas, como comerciantes e empresários, protestando na nossa porta por conta das atividades paralisadas?, contou a prefeita de Pires do Rio (GO), Cleide Veloso. O prefeito de Paranaiguara (GO), Adalberto Amorim, reforçou: ?Nós temos que pensar primeiro na saúde pública. É desumano ter o pleito?.

 

A chance de aumentar a abstenção é outro ponto de preocupação. Médica, a prefeita de Cachoeira Dourada (GO), Natália Camardelli, destacou que ainda levará certo tempo para a disponibilização de uma vacina. ?Me preocupa fazer o pleito neste ano, com essas condições. Lembro que a abstenção já é alta. No meu Município foi de 50% [no último pleito]?, disse.

 

Apesar de apontar um temor com a questão jurídica, o deputado Glaustin Fokus (PSC-GO) defendeu a unificação das eleições em 2022. ?Porque a gente não sabe o que vai acontecer daqui 30, 60 ou 90 dias?, justificou. Além disso, ele avaliou que os candidatos terão entraves para expor suas ideias e propostas.

 

Assessoria de Comunicação da AGM

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Política

Projeto de lei de Gleydson Nato busca garantir ações de transferência de renda aos estudantes de escolas estaduais

Já se encontra em tramitação, para análise, nas comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, o Projeto de lei de autoria do deputado Gleydson Nato (PTB), que pretende criar o Projeto Alimentação Estudantil – PAE, destinado à ações de transferência de renda aos estudantes da rede pública estadual de ensino, configurando benefício complementar emergencial, em razão do estado de calamidade pública em saúde decorrente da pandemia da COVID-19, e dá outras providências

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O deputado Gleydson Nato argumentou as diretrizes de seu projeto – Foto Dicom AL-TO

 

Pelo projeto de Nato,  fica  o Poder Executivo autorizado a contratar junto à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil como agentes financeiros para a operacionalização do PAE no que tange à elaboração da folha de pagamento a partir dos dados e informações que serão disponibilizados pela Administração Pública Estadual e ao pagamento dos benefícios, obedecidas as exigências legais.

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Ao justificar sua proposta, Gleydson Nato  mostrou dados estatísticos do  IBGE, que mostram que cerca de nove   milhões de brasileiros entre zero e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza, ressaltando que esse  quadro de insegurança alimentar, que já vinha se agravando, piorou ainda mais nas últimas semanas, em função da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, que obrigou creches e escolas a fecharem as portas.

 

?Infelizmente, esse quadro de insegurança alimentar, que já vinha se agravando, piorou ainda mais nos últimos meses,  por isso tomamos a iniciativa de apresentar esse Projeto de lei, para tentar, pelo menos, minimizar as dificuldades financeiras por que passa expressivo número de nossos estudantes das escolas públicas e suas famílias?, argumentou o parlamentar.

 

 

 Ascom/Deputado Gleydson Nato

 

 

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