Educação

Em parceria com a Seduc, vídeo aulas começam a ser transmitidas na TBC a partir desta segunda-feira, 4

Conteúdo pedagógico é destinado a estudantes dos ensinos médio e fundamental com o objetivo de reforçar as aulas não presenciais neste período de pandemia

Publicados

em


A partir desta segunda-feira, 4, os estudantes da rede estadual de ensino vão contar com mais um instrumento pedagógico para reforçar o aprendizado durante este período de aulas não presenciais, devido à pandemia da Covid-19. A TV Brasil Central, emissora da Agência Brasil Central (ABC), em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), passará a veicular diariamente, de segunda a sexta-feira, duas vezes por dia, vídeo aulas com conteúdos dos ensinos médio e fundamental.

O programa, denominado Seduc em Ação, é uma extensão do trabalho que a Pasta vem realizando pela Internet. Mas agora os alunos poderão assistir, via TBC, e também pelas rádios Brasil Central AM e RBC FM, aulas ministradas por professores da rede estadual de todas as disciplinas da grade curricular. De manhã o programa irá ao ar das 10h às 10h30, para os alunos do ensino médio. No período da tarde, das 15h às 15h30, serão transmitidas as vídeo aulas destinadas aos estudantes do nível fundamental. Cada programa contará com a participação de dois professores de disciplinas distintas.

Segundo o diretor de Telerradiodifusão da Agência Brasil Central, Euler Barbosa, o programa Seduc em Ação é o resultado de uma parceria da ABC com a Seduc que teve início com a veiculação do programa Goiás Bem no Enem, também com a participação de professores da rede estadual de ensino. ?A Agência, bem como a TBC e as emissoras de rádio, atuam na área de comunicação pública. E se uniram ao Governo do Estado e à população goiana, neste esforço de trazer informações de qualidade e promover ações que auxiliem neste grave momento de pandemia do novo coronavírus, que exige de todos a adoção de um novo comportamento e soluções criativas?, afirmou.

Educação

Durante entrevista concedida por meio de uma live à Agência Brasil Central, na última quinta-feira (30/04), o governador Ronaldo Caiado parabenizou a equipe da secretária de educação Fátima Gavioli pelo trabalho que está desenvolvendo durante esse período de aulas não presenciais. ?Tive a oportunidade de ver (um programa piloto) da aula de matemática, que está sendo produzida (para ser transmitida) pela TV Brasil Central e (as emissoras de) Rádio?, afirmou.

Caiado lembrou que, com as vídeo aulas, a Seduc está procurando dar uma dinâmica ainda maior neste momento em que as crianças não podem frequentar as salas de aula. Com isso, disse acreditar que os estudantes goianos manterão bons resultados nas provas do Enem deste ano.

De acordo com a Seduc, neste momento de distanciamento social e diante das necessidades de buscar outros meios de atendimento aos estudantes e de democratizar o acesso aos mecanismos de estudos, a Pasta considerou importante estabelecer uma parceria com a TV Brasil Central. O objetivo é transmitir aulas ao vivo, que possibilitem aos estudantes assistir às aulas que abordem conteúdos relativos às expectativas de aprendizagem/habilidades e competências previstas no documento curricular.

A Seduc acrescentou que as aulas serão ministradas por professores coordenados pelas Superintendências do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Esses profissionais estão envolvidos na produção de material, fato que garante coerência pedagógica em todo o processo educativo.

ABC Digital

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Educação

TODOS NA RUA TST considera ilegal dispensa em massa de professores de escola particular

Publicados

em

Por

Para o TST, a escola deveria ter feito negociação prévia com o sindicato

A demissão em massa de trabalhadores não pode ser feita sem uma negociação prévia com o sindicato da categoria. Assim entendeu a 2ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que reconheceu a ilegalidade da dispensa coletiva realizada por uma unidade de uma escola de Campo Grande que, simultaneamente e sem negociação, dispensou 27 de seus 30 professores, o que corresponde a 90% do quadro docente.

Ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), a ação civil pública contra a Campanha Nacional de Escolas da Comunidade — CNEC (Escola Cenecista Oliva Enciso) foi julgada parcialmente procedente pelo juízo de primeiro grau, que concluiu pela abusividade do direito de dispensa pela escola. Ela foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 50 mil e por danos individuais homogêneos no valor correspondente a seis salários para cada empregado dispensado.

A sentença, contudo, foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (MS). A corte estadual alegou que a demissão era justificada pela falta de demanda de alunos e pelo déficit financeiro acumulado. Para o TRT, as dispensas foram inevitáveis e a empresa, mesmo com dívidas, tinha privilegiado o pagamento dos direitos trabalhistas.

No recurso de revista apresentado ao TST, o MPT reiterou o argumento da obrigatoriedade de negociação prévia com o sindicato para a dispensa em massa de trabalhadores. A seu ver, a crise financeira alegada pela escola não é motivo suficiente para eximi-la do cumprimento das obrigações trabalhistas, “especificamente a de observar o processo de negociação coletiva para proceder à demissão dos trabalhadores”. Ainda de acordo com o MPT, a CNEC é um dos maiores grupos educacionais do país, atuando em 18 estados, com 136 unidades de educação básica e 19 de ensino superior.

O relator do recurso, ministro José Roberto Pimenta, observou que, para justificar a dispensa de 90% do quadro de funcionários, a CNEC destacou a impossibilidade de continuação das atividades e a extinção da escola. Na sua avaliação, a causa das dispensas, comum a todos os empregados, objetivava atender a interesse econômico do empregador e a situação se enquadra perfeitamente no conceito de demissão coletiva.

Segundo o ministro, a jurisprudência da Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST é no sentido de que a negociação prévia com o sindicato profissional é requisito para a validade da dispensa coletiva e, nesse caso, “é irrelevante se houve continuidade ou não da atividade empresarial”. A ausência desse requisito acarreta a responsabilidade civil do empregador e o pagamento de indenização compensatória.

Por unanimidade, a turma reconheceu a ilegalidade da dispensa e determinou o retorno do processo ao TRT da 24ª Região para que prossiga na análise dos recursos ordinários de ambas as partes e fixe a indenização devida pelos danos morais coletivos e individuais.

O STF também está julgando a possibilidade de empresas dispensarem trabalhadores em massa sem negociação coletiva (RE 999.435). O julgamento foi suspenso, após pedido de vista de Dias Toffoli, e consta da pauta da sessão do Plenário desta quinta-feira (29/4).

Com informações da assessoria de imprensa do TST.

Clique aqui para ler o acórdão

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CATEGORIAS

CATEGORIAS

CATEGORIAS

CATEGORIAS

MAIS LIDAS DA SEMANA