Internacional

Europa teme 2ª onda precoce do coronavírus após protestos em massa

Alerta é de autoridades e especialistas da União Europeia

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A Europa pode enfrentar uma disparada de infecções por covid-19 nas próximas semanas devido aos protestos em massa ocorridos no continente nos últimos dias, disseram, hoje (11), em Bruxelas,  autoridades e especialistas da União Europeia.

Dezenas de milhares de manifestantes se reuniram em grandes cidades europeias recentemente para protestar contra o racismo após o assassinato do afro-norte-americano George Floyd, sob custódia da polícia dos Estados Unidos.

“Se você aconselha todos a ficarem a um metro e meio uns dos outros e no final todo mundo fica perto dos outros, se abraçando, então não tenho um bom pressentimento disso”, disse, em uma conferência, Jozef Kesecioglu, que preside a Sociedade Europeia de Medicina de Tratamento Intensivo.

Indagado se pode haver um aumento de infecções na próxima quinzena, ele respondeu: “Sim, mas espero estar errado”.

Abertura gradual
A maioria das 27 nações do bloco já passou pelo pico da epidemia e está reabrindo negócios e fronteiras gradualmente porque a doença recuou nas últimas semanas.

Antes dos protestos recentes, cientistas acreditavam em uma segunda onda só depois do verão, mas as aglomerações podem afetar esta tendência positiva.

“Como em qualquer doença respiratória infecciosa, eventos em massa podem ser uma grande rota de transmissão”, disse à agência de notícias Reuters, Martin Seychell, autoridade de saúde da Comissão Europeia, quando questionado sobre a possibilidade de uma segunda onda precoce desencadeada pelas manifestações.

O vírus ainda está circulando, mas em índices menores do que há algumas semanas, explicou.

A probabilidade e o tamanho de uma segunda onda dependeriam da manutenção eficiente das medidas de distanciamento social e de outros fatores, muitos dos quais ainda são desconhecidos, afirmou ele.

Por Agência Brasil

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Internacional

Grande terremoto atinge sul do México e provoca tsunami no Pacífico

De magnitude 7,4, o tremor atingiu o litoral sul do México

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Um terremoto forte de magnitude 7,4 atingiu o litoral sul do México nesta terça-feira, matando ao menos uma pessoa, danificando estradas pavimentadas e desencadeando um tsunami em áreas litorâneas próximas do Pacífico.

Uma pessoa morreu em Oaxaca, relatou o governador local, Alejandro Murat, depois que o tremor atingiu o Estado na costa do Pacífico no meio da manhã.

O serviço sismológico mexicano disse que existe um tsunami em curso no litoral de Oaxaca e que o nível do mar subiu 60 centímetros na praia de Huatulco, um destino popular entre turistas norte-americanos e canadenses.

A agência de proteção civil do país recomendou que os moradores se afastem do litoral. Vídeos publicados em redes sociais mostraram a água do mar recuando em Oaxaca, um estado montanhoso que abriga plantações de café e resquícios da arquitetura colonial espanhola.

Miguel Candelaria, de 30 anos, estava trabalhando no computador na casa de sua família na cidade de Juchitán quando o chão começou a tremer. Ele correu para fora com os parentes, mas eles tiveram que parar no meio da rua porque o asfalto estava sacudindo.

“Não conseguíamos andar… a rua parecia chiclete”, disse Candelaria.

Vizinhos gritavam, aterrorizados, e alguns alertavam aos berros para que as pessoas se afastassem dos postes de luz, que pareciam prestes a cair, contou Candelaria, que trabalha com marketing de telecomunicações.

Terremotos de magnitude superior a 7 são sismos de grande dimensão capazes de provocar danos grandes e generalizados. Um terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a região central do México em 2017 matou 355 pessoas na Cidade do México e em Estados vizinhos.

O tremor desta terça-feira provocou um alerta de tsunami nas costas do Pacífico do México e das Américas Central e do Sul. Ondas de até um metro de altura podem surgir no litoral mexicano, alertou a Agência Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

Edifícios tremeram na Cidade do México, localizada a centenas de quilômetros.

Por Agência Brasil

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