Política

?O ?Agenda Aparecida 2050? colhe elementos junto à comunidade para diagnósticos e, implementação de estratégias?

Entrevista ? Ex-secretária de Cultura e Turismo de Aparecida

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Valéria Pettersen ? Ex-secretária de Cultura e Turismo de Aparecida, e atual presidente do MDB Mulher, fala sobre ações e projetos estimuladores das artes e da melhoria na qualidade de vida.

 

Ronaldo Marinho ? Especial para o Jornal Gazeta do Estado

 

A vida acontece no município. Aparecida tem população estimada em 566 mil habitantes, localiza-se na Região Metropolitana de Goiânia, no estado de Goiás. A sua economia é alavancada pela produção industrial. O aparecidense cobra das autoridades públicas constituídas, políticas públicas efetivas, destinadas à promoção de eventos culturais, artísticos e práticas inclusivas.

A terceira edição do ?Agenda Aparecida 2050?, consolida-se em torno da pesquisa de opinião pública. Reunindo comunidade em geral, estudantes, associações, pesquisadores, agentes públicos e especialistas. Identifica o perfil dos moradores e afere potencialidades. Na oportunidade, aspectos socioculturais relevantes, agregaram-se ao debate.

 

Confira a entrevista na íntegra:

– Jornal Gazeta do Estado – A ?Agenda Aparecida 2050? é uma realização do Grupo Jaime Câmara com o apoio da Prefeitura de Aparecida. Qual a finalidade do evento? Quais pontos socioculturais compreendem a Agenda?

– Valéria Pettersen ? Além de prestar contas, o ?Agenda Aparecida 2050? colhe elementos junto à comunidade para diagnósticos e, implementação de estratégias. Visa pensar o futuro da cidade com o planejamento de metas a serem alcançadas a médio e longo prazo. O primeiro fórum aconteceu dia 23 de novembro/2019 e contemplou a Região Tiradentes/Cidade Livre, o tema foco girou em torno da ?segurança pública?. O segundo encontro ocorreu dia 01 de fevereiro/2020, pensando a Região da Vila Brasília, as maiores solicitações da comunidade basearam-se em ações destinadas a aspectos da educação e melhorias para os parques municipais. A terceira edição, realizada no auditório da Faculdade Nossa Senhora Aparecida (Fanap), abordou a Região do Papillon Park, no dia 14 de março/2020, com o tema ?saúde?. Contudo, a ?cultura? destacou-se, também, dentre os anseios.

 

– GE – Aparecida apresenta a segunda maior população do estado de Goiás. Há ações sendo implementadas, no sentido de desenvolver um complexo cultural robusto?

– Pettersen ? O anfiteatro encontra-se em obras, fica pronto neste ano. Atualmente acontece investimento na instrumentalização da Orquestra Sinfônica Municipal. Existe projeto em andamento para a construção de um Centro Cultural, na Vila Brasília. A Cidade possui um núcleo de música composto por 550 alunos. A Escola de Artes conta com professores concursados. Os Centros de Artes e Esportes Unificados (CEU?s), oferecem vagas gratuitas para uma série de atividades. A Prefeitura disponibiliza cursos de artesanato e moda, objetivando também, requalificar o cidadão. Um Centro de Artesanato está sendo edificado no Setor Garavelo. Na Região do Setor Santa Luzia há grupos culturais expressivos, por exemplo, o movimento hip hop. O foco maior é destinado ao ?fazedor de cultura?. Aparecida tem excelentes catireiros, com valor histórico muito importante.

 

– GE ? Como a pandemia da Covid-19 tem afetado na cidade, as propostas artísticas e a dinâmica na área cultural?

– Pettersen ? Respeitando as medidas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o núcleo de música, da Escola Municipal de Artes, permanece atuando nas redes sociais, na internet. É uma maneira de levar à população, em seus lares, durante este período de ?distanciamento social? mensagens de motivação e aculturamento. Propostas de intervenções artísticas que, promovem aglomerações, sofreram alterações em seus cronogramas.

 

– GE – Existem parcerias concretas, da Prefeitura com a Academia Aparecidense de Letras?

– Pettersen ? Recentemente, iniciou-se uma parceria, e estão sendo realizados estudos, para sua ampliação. A ?Geladeira Literária? em escolas apresenta ótima aceitação e, incentivo à prática da leitura. Observa-se o interesse real e compromisso da comunidade estudantil com o projeto. Há o investimento em acervo para as bibliotecas municipais. O Município está adquirindo dispositivos (óculos) que, convertem textos em áudio, identifica cores e cédulas. Tecnologia israelense para inclusão dos deficientes visuais e analfabetos.

 

– GE – Há perspectivas para expansão do ?Aparecida Rock Day? e também do ?Canta Aparecida??

– Pettersen ? Sim. Eventos que já contam com a adesão da população. Compõem vetores importantes para a economia, lazer e, revelam talentos. O ?mostra de carros? também constitui sucesso, aguça o comércio, o setor de serviços e, traz para a Cidade, visitantes de municípios vizinhos.

 

– GE – Como a Secretaria Estadual de Cultura incentiva os municípios a desenvolverem práticas artísticas sustentáveis, em suas localidades?

– Pettersen ? Aparecida conta com recursos oriundos do Estado e da União. Alguns projetos culturais, pequenos editais, a Prefeitura oferta e a Secretaria Estadual de Cultura, financia. As vocações e as características locais são respeitadas e usufruídas.

 

Ronaldo Marinho é colunista, gestor e autor do livro ?Dias fora do eixo?.

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Política

Projeto de lei de Gleydson Nato busca garantir ações de transferência de renda aos estudantes de escolas estaduais

Já se encontra em tramitação, para análise, nas comissões da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, o Projeto de lei de autoria do deputado Gleydson Nato (PTB), que pretende criar o Projeto Alimentação Estudantil – PAE, destinado à ações de transferência de renda aos estudantes da rede pública estadual de ensino, configurando benefício complementar emergencial, em razão do estado de calamidade pública em saúde decorrente da pandemia da COVID-19, e dá outras providências

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O deputado Gleydson Nato argumentou as diretrizes de seu projeto – Foto Dicom AL-TO

 

Pelo projeto de Nato,  fica  o Poder Executivo autorizado a contratar junto à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil como agentes financeiros para a operacionalização do PAE no que tange à elaboração da folha de pagamento a partir dos dados e informações que serão disponibilizados pela Administração Pública Estadual e ao pagamento dos benefícios, obedecidas as exigências legais.

?

 

Ao justificar sua proposta, Gleydson Nato  mostrou dados estatísticos do  IBGE, que mostram que cerca de nove   milhões de brasileiros entre zero e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza, ressaltando que esse  quadro de insegurança alimentar, que já vinha se agravando, piorou ainda mais nas últimas semanas, em função da pandemia ocasionada pelo novo coronavírus, que obrigou creches e escolas a fecharem as portas.

 

?Infelizmente, esse quadro de insegurança alimentar, que já vinha se agravando, piorou ainda mais nos últimos meses,  por isso tomamos a iniciativa de apresentar esse Projeto de lei, para tentar, pelo menos, minimizar as dificuldades financeiras por que passa expressivo número de nossos estudantes das escolas públicas e suas famílias?, argumentou o parlamentar.

 

 

 Ascom/Deputado Gleydson Nato

 

 

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