Segurança

PF de Jales cumpre mandados em SP, PR e GO, o líder do grupo reside em Caldas Novas- GO

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O empresário possui empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial que chegam a custar mais de R$ 10 mil

A Delegacia de Polícia Federal em Jales deflagrou na manhã de quinta-feira, 24 de fevereiro, a Operação VINHA, que desarticulou uma organização criminosa que atuava em um grande esquema de descaminho que ocorria na fronteira entre Brasil e Paraguai e passava por rodovias do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, até o Estado de Goiás. A PF cumpriu dois mandados de prisão temporária em Penápolis-SP e Caldas Novas-GO. Doze mandados de busca e apreensão também foram expedidos pela Justiça Federal de Jales e foram cumpridos pelos federais nas cidades de Matelândia, Santa Tereza d’Oeste e Itaguajé, no Paraná, Rio Quente, Caldas Novas e Goiânia em Goiás e Penápolis-SP.

As investigações da PF iniciaram em junho do ano passado após a prisão de quatro homens em uma rodovia na região de Jales. Na ocasião, os presos transportavam grande quantidade de bebidas alcoólicas provenientes do Paraguai com destino ao estado de Goiás desacompanhadas da documentação de importação legal das mercadorias. Um dos presos na ocasião é Policial Rodoviário Estadual de São Paulo. O policial atua na base de Penápolis e, segundo as investigações, repassava informações privilegiadas aos investigados sobre a movimentação nos postos policiais, equipes de serviço e eventuais fiscalizações nas rodovias estaduais de São Paulo. Ele também participava de alguns transportes portando arma de fogo e carteira funcional da corporação. A Justiça Federal determinou o imediato afastamento do policial de suas funções a partir desta data, bem como a entrega de seu armamento e fardamentos à corporação.

As investigações demonstraram que pelo menos dez pessoas faziam parte de um grande esquema de importação ilegal de mercadorias, especialmente bebidas, que movimentou só nos últimos meses, mais de R$ 2 milhões. O líder do grupo, que reside em Caldas Novas-GO, possui empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial, que são revendidas a clientes com alto poder aquisitivo, que encomendam bebidas que chegam a custar mais de R$ 10 mil a garrafa. Policiais Federais de Goiás e policiais do CIOF (Centro Integrado de Operações de Fronteira) de Foz do Iguaçu-PR também deram apoio às investigações nas diligências de campo.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores do líder do grupo, além de determinar medidas judiciais aos investigados entre elas: suspensão do direito de dirigir, suspensão do exercício da função pública (no caso do policial), proibição de transitar na região de fronteira em uma faixa de 150km em todo o território nacional.

Os investigados foram indiciados nos crimes de Descaminho, artigo 334 do Código Penal e Organização Criminosa, artigo 288 do Código Penal e caso sejam condenados estarão sujeitos à pena máxima de até doze anos de reclusão. Todo o material apreendido será encaminhado à PF em Jales-SP, responsável pela condução dos trabalhos investigativos.

Os presos permanecerão custodiados em cadeias da região onde foram detidos e permanecerão à disposição da Justiça Federal de Jales.

O nome da operação “VINHA” foi utilizado em alusão à plantação de uvas, que são utilizadas na produção do vinho, principal bebida comercializada ilegalmente pela organização criminosa.

Por: Andreazza Joseph

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Segurança

MPGO e órgãos possibilitam a construção de sala para visita de filhos de reeducandos em Pires do Rio

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O Ministério Público de Goiás (MPGO), a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) e o Conselho de Segurança da Comunidade uniram-se em Pires do Rio para viabilizar a construção de um espaço adequado para que crianças e adolescentes visitem familiares presos na unidade prisional da comarca. 

A sala, que recebeu o nome de Espaço Lúdico, conta com mesas e cadeiras coloridas, brinquedos pedagógicos, livros e gibis, e fica distante do ambiente dos presos. O local foi entregue na segunda-feira (6/6) e já entrou em uso hoje (8/6).

O promotor de Justiça Marcelo Borges Amaral explica que o objetivo é que os visitantes tenham um ambiente acolhedor, sem qualquer contato com o ambiente dos internos, evitando que eles entrem na unidade para o encontro.

A 1ª Promotoria de Justiça de Pires do Rio tornou possível a construção da sala, com a destinação de verbas para a obra por meio de acordos de não persecução penal. A DGAP colocou à disposição a mão de obra dos presos, que serão beneficiados com desconto na pena (remição).

“A união de esforços foi muito importante para a construção desse espaço que, há muito tempo, era um desejo da comunidade de Pires do Rio, para que as crianças tivessem um ambiente adequado para as visitas”, destaca o promotor de Justiça. (Texto: Cristiani Honório/Assessoria de Comunicação Social do MPGO – Fotos: acervo da 1ª Promotoria de Pires do Rio)

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