Brasil registra crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre de 2026

Brasil registra crescimento de 1,1% do PIB no primeiro trimestre de 2026

Produto Interno Bruto do país cresceu no primeiro trimestre de 2026, frente ao 4º trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, segundo dados do IBGE divulgados nesta sexta-feira (29/5)

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao 4º trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, com resultado positivo em três setores: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%). Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais e foram divulgados nesta sexta-feira (29/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Frente ao 1º trimestre de 2025, a economia avançou 1,8%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 2,0%. Em valores correntes, foram gerados R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

EXTRATIVA MINERAL E CONSTRUÇÃO – Entre as atividades industriais, a Extrativa Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%) tiveram desempenho positivo, enquanto a Transformação manteve-se estável (0,1%). Houve queda na atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%). O setor industrial corresponde a aproximadamente 23% do valor adicionado.

CRESCIMENTO EM SERVIÇOS – Entre as atividades de Serviços, que têm peso de aproximadamente 70% na economia do país, houve crescimento no trimestre, frente ao 4º trimestre do ano passado, em Informação e comunicação (2,4%), Atividades imobiliárias (1,2%), Outras atividades de serviços (0,8%), Comércio (0,6%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Por outro lado, houve queda em Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%).

CONSUMO DAS FAMÍLIAS – A Despesa de Consumo das Famílias (1,0%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,5%) cresceram, assim como a Despesa de Consumo do Governo (0,4%). No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram variação negativa de 1,7%, enquanto as Importações de Bens e Serviços cresceram 4,4% em relação ao 4º trimestre de 2025.

COMPARAÇÃO COM 1º TRIMESTRE DE 2025 – Na comparação com igual período de 2025, o PIB cresceu 1,8% no primeiro trimestre de 2026. O Valor Adicionado a preços básicos apresentou elevação de 1,8%, e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 1,9%.

Todas as atividades de Serviços apresentaram alta: Informação e comunicação (7,6%), Atividades imobiliárias (2,9%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,8%), Outras atividades de serviços (2,4%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,1%) e Transporte, armazenagem e correio (0,7%).

Entre as atividades industriais, as Indústrias Extrativas (13,1%) tiveram destaque, impulsionadas pela extração de petróleo e gás natural, assim como a Construção (1,3%), cuja variação positiva está em linha com o crescimento do pessoal ocupado e das horas trabalhadas na atividade. Já as atividades de Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos (-1,7%) e a Indústria de Transformação (-0,9%) apresentaram queda. No caso da Transformação, o resultado foi puxado pela Impressão e reprodução de gravações (-10,2%) e pela Fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%).

AGROPECUÁRIA – A alta da Agropecuária pode ser explicada pelo crescimento da produção e pelo ganho de produtividade da agricultura. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras do país e a expansão da área plantada impulsionaram o cultivo de soja que, com acréscimo de 4,8% na estimativa anual de produção, alcançou recorde na série histórica.

Por outro lado, outros produtos agrícolas, cujas safras também são significativas no primeiro trimestre, registraram queda na estimativa anual tanto de produção quanto de produtividade, como o milho (-2,5%) e o arroz (-10,6%).

ALTA NO CONSUMO – No primeiro trimestre de 2026, a Despesa de Consumo das Famílias registrou alta de 1,7%. A Despesa de Consumo do Governo (2,8%) também apresentou elevação em relação ao primeiro trimestre de 2025. A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 1,4% no 1º trimestre de 2026, sendo a sua segunda queda após três trimestres de alta. O desempenho foi afetado pela queda na produção de bens de capital (-6,3%).

EXPORTAÇÕES – As Exportações de Bens e Serviços cresceram 7,4%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 1,2% no primeiro trimestre de 2026. Entre as exportações de bens, aqueles setores que com maior contribuição positiva foram: Extração de petróleo e gás natural, Produtos alimentícios e Outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores. Na pauta de importações de bens, a alta se deu principalmente por: Veículos automotores, reboques e carrocerias, Derivados do petróleo, biocombustíveis e coque e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos.

ENTENDA O SCNT – O Sistema de Contas Nacionais Trimestrais- SCNT apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, o SCNT foi iniciado em 1988 e reestruturado a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual. A próxima divulgação, referente ao 2º trimestre de 2026, está prevista para 1º de setembro.

Andreazza Joseph
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