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O prefeito Sandro Mabel anunciou, nesta segunda-feira (13/4), que a nota da Capacidade de Pagamento (Capag) do município, atribuída pelo Tesouro Nacional, passou de C para A.
"A classificação é um dos critérios utilizados pela União para autorizar a contratação de empréstimos com garantia federal".
“Com essa classificação, o município volta a ter melhores condições de acessar crédito com garantia da União e retomar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura”, afirmou o prefeito. "Anteriormente classificada em C, devido à má gestão do governo passado, a capital recuperou sua posição por meio de austeridade fiscal, trabalho firme e combate à corrupção”, completou.
O secretário da Fazenda, Oldair Marinho, explicou que o resultado fiscal foi sustentado pelo crescimento consistente da receita própria, que avançou bem acima da inflação.
“A administração municipal intensificou ações de modernização e eficiência arrecadatória, ampliando a capacidade do município de enfrentar seus compromissos financeiros”, pontuou.
Outro fator decisivo foi o decreto de calamidade financeira, adotado em janeiro pela administração municipal. A medida permitiu a renegociação de contratos e a qualificação da despesa. Houve também a reorientação das compras públicas.
“A administração priorizou aquisições que geraram valor agregado, como investimentos em equipamentos, contratação de serviços estratégicos, execução de obras e reformas. Esse direcionamento garantiu mais eficiência no gasto público e melhores resultados para a população. Transformamos uma prefeitura deficitária em uma prefeitura superavitária”, explicou Oldair Marinho.
Ajuste fiscal e controle de gastos
A elevação da nota reflete diretamente o esforço da atual administração que criou no primeiro ano o Comitê de Controle de Gastos (CCG) que instituiu uma política rigorosa de contenção de custos, revertendo a trajetória de expansão observada em anos anteriores. Como resultado, as despesas totais do município registraram redução superior a 6% em relação ao mesmo período de 2024. Já as despesas correntes apresentaram queda de 5,94%, evidenciando disciplina na administração dos gastos de custeio e maior eficiência na gestão da máquina pública. As ações permitiram ao município reverter um cenário de pressão sobre as despesas correntes e alcançar melhor equilíbrio entre receitas e gastos, indicador conhecido como poupança corrente, um dos principais componentes da avaliação da Capag.
Outro fator determinante para a melhora da nota foi o fortalecimento da liquidez do município. Goiânia passou a manter maior previsibilidade financeira, com organização do fluxo de caixa e capacidade de honrar compromissos de curto prazo, reduzindo riscos fiscais e garantindo maior segurança na execução orçamentária. A melhoria da liquidez demonstrou que o município possui recursos disponíveis suficientes para cobrir suas obrigações, critério essencial na avaliação do Tesouro Nacional.
Endividamento e superávit
No campo do endividamento, Goiânia manteve uma trajetória responsável, com controle do volume da dívida e atenção ao seu perfil. A gestão priorizou planejamento financeiro e evitou a contratação de obrigações que pudessem comprometer receitas futuras, fator que contribuiu para a estabilidade do indicador. A evolução da nota também reflete o aprimoramento da qualidade das informações fiscais e contábeis encaminhadas ao Tesouro Nacional, e garante maior transparência, confiabilidade e aderência aos critérios técnicos exigidos na avaliação da Capag.
Mabel recebeu a administração com um déficit de R$ 389.325.022,81. Já em 2025, o município alcançou superávit orçamentário de R$ 583.178.708,82. Com a elevação da nota para A, Goiânia passa a ter melhores condições de acesso a operações de crédito com garantia da União e amplia a capacidade de investimento em áreas estratégicas, como infraestrutura, mobilidade urbana e serviços públicos.
Fotos: Alex Malheiros / Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) - Prefeitura de Goiânia
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