Aeroporto Salgado Filho consolida recuperação e supera nível pré-enchente no fluxo de passageiros

Aeroporto Salgado Filho consolida recuperação e supera nível pré-enchente no fluxo de passageiros

Nos primeiros três meses de 2026, aeroporto registrou 1,8 milhão de passageiros, superando o 1,6 milhão registrado no mesmo intervalo em 2024

Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já supera os níveis de movimentação anteriores às fortes chuvas que assolaram o estado em 2024. Na época, um alagamento histórico interrompeu as operações por cerca de cinco meses e teve sua retomada viabilizada por um conjunto de obras e investimentos de mais de R$ 560 milhões. No primeiro trimestre de 2026, o terminal movimentou 1,8 milhão de passageiros, acima dos 1,6 milhão contabilizado no mesmo período de 2024. 

Do total de investimentos, R$ 426 milhões foram por medida cautelar do Governo do Brasil no âmbito do contrato de concessão com a Fraport Brasil. O avanço também fica evidente na parte internacional, com 101.587 passageiros no primeiro trimestre de 2026, frente a 95.745 no mesmo período de 2024. A alta é de 6,1%. 

O resultado sinaliza não apenas a normalização das operações, mas o fortalecimento da conectividade aérea da região após o maior desastre ambiental já registrado em um aeroporto brasileiro. 

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a agilidade do Governo em adotar medidas emergenciais para o aeroporto gaúcho.

“O que vemos hoje em Porto Alegre é mais do que a recuperação de um aeroporto. É a demonstração da capacidade do Estado brasileiro de responder com rapidez, coordenação e eficiência a uma situação extrema. O Salgado Filho volta a crescer, mais resiliente e preparado para o futuro”, disse.

PISTA DE POUSO E DECOLAGEM — Uma das etapas mais complexas foi a recuperação da pista de pousos e decolagens, que ficou submersa por cerca de 23 dias. Com 3.200 metros de extensão, a estrutura exigiu um processo detalhado que incluiu limpeza, inspeção das placas de concreto, fresagem, remoção de detritos e recomposição das camadas de pavimento em um trecho de 1.400 metros. Também foram recuperados ou substituídos sistemas essenciais, como o elétrico e a sinalização luminosa.  

A dimensão da operação de recuperação impressiona. Mais de duas mil pessoas trabalharam 24 horas por dia, permitindo que o aeródromo fosse restabelecido em aproximadamente três meses.

  • 32 mil m2 do terminal de passageiros passaram por obras de recuperação;  

  • mais de 300 mil metros de cabos de TI foram substituídos;  

  • cerca de 20 mil metros de cabos elétricos foram substituídos;  

  • 10 subestações de energia e 20 grupos de geradores recuperados;   

  • quase 100 mil toneladas de asfalto;  

  • 55 mil m2 de concreto.   

O aeroporto também recebeu novos equipamentos operacionais, como esteiras de bagagem, aparelhos de raio X, escadas rolantes e elevadores. Foram ainda implementadas melhorias estruturais no sítio aeroportuário voltadas à drenagem e ao escoamento de águas pluviais.

O secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, reforçou que as obras foram conduzidas com rigor técnico e observância aos padrões operacionais e de segurança da aviação civil.

“Hoje, o aeroporto opera com maior capacidade e preparado para sustentar o crescimento da demanda com eficiência e previsibilidade”, afirmou.

Andreazza Joseph
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