Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça cuidados para prevenção da doença

Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose reforça cuidados para prevenção da doença

Goiânia registra, em 2026, 21 casos importados de leishmaniose visceral canina; município não tem transmissão da doença entre cães dentro da capital desde 2015

A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose chama a atenção para uma doença que pode afetar tanto pessoas quanto animais e que exige cuidados com a saúde e com o ambiente. Em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância em Zoonoses, atua no recebimento de notificações, na investigação de casos suspeitos e no monitoramento de áreas com risco epidemiológico.

Em 2026, foram realizadas 304 investigações de casos suspeitos de leishmaniose visceral canina, com 21 confirmações. Todos os animais identificados foram infectados fora do município. Goiânia não registra casos de transmissão canina dentro da capital desde 2015.

A leishmaniose é causada por um parasita e transmitida pela picada do mosquito-palha, também conhecido como birigui ou tatuquira, quando o inseto está infectado. Na população humana, são 21 casos confirmados de leishmaniose tegumentar neste ano e sete casos de leishmaniose visceral. A data reforça a importância de conhecer as formas de transmissão, reconhecer os sinais da doença e adotar medidas simples que ajudam a reduzir os riscos. 

Entenda a doença

A doença não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra. A forma tegumentar é conhecida principalmente pelas feridas que surgem na pele e que, em alguns casos, também podem atingir as mucosas. Já a leishmaniose visceral é mais grave e pode comprometer órgãos como fígado e baço. Entre os sinais estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento da barriga. Na forma visceral, os cães têm papel importante no ciclo de transmissão. 

O mosquito-palha pode se infectar ao picar um animal doente e, posteriormente, transmitir o parasita para uma pessoa. Por isso, a atenção aos animais e aos ambientes onde eles vivem também faz parte das ações de prevenção.

“É importante manter quintais e terrenos limpos, retirar folhas, frutos e outros materiais orgânicos acumulados e evitar locais que possam favorecer a presença do mosquito-palha. Também é importante procurar uma unidade de saúde diante de sintomas, como feridas que não cicatrizam, febre prolongada, perda de peso ou fraqueza. O diagnóstico e o tratamento adequados dos pacientes humanos ajudam a evitar o agravamento da doença”, explica a gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, Jennifer Caetano.

Em caso de dúvidas sobre a leishmaniose canina, os moradores de Goiânia podem entrar em contato com a Vigilância em Zoonoses pelo WhatsApp (62) 98208-9555.

Foto: Wikimedia Commons / Secretaria Municipal de Saúde (SMS) - Prefeitura de Goiânia

 

Andreazza Joseph
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