Segurança

Aumenta proporção de crianças com até 13 anos vítimas de estupros no Brasil

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A segunda reportagem da série “Gênero Feminino” apresenta histórias de mulheres que foram estupradas na infância. Elas representam 86,9% das vítimas desse crime no país. A maioria, 85,2%, conhecia o autor do abuso e 60% foram agredidas dentro de casa, com menos de 19 anos.

Infância perdida: os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, feito com base nos boletins de ocorrência registrados em 2020, mostram ainda que, entre crianças de até quatro anos, chega a 70% o total de crimes cometidos na própria residência.

  • Segundo o Código Penal brasileiro, estupro é “constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”

Vítimas cada vez mais jovens: o percentual de crianças de até 13 anos entre os registros de estupro passou de 57,9% em 2019 para 60,6% em 2020. Isso apesar de uma queda nas denúncias durante a pandemia, associada à dificuldade de procurar uma delegacia —foram 60.460 casos no ano passado, contra 69.886 no período anterior.

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PF de Jales cumpre mandados em SP, PR e GO, o líder do grupo reside em Caldas Novas- GO

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O empresário possui empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial que chegam a custar mais de R$ 10 mil

A Delegacia de Polícia Federal em Jales deflagrou na manhã de quinta-feira, 24 de fevereiro, a Operação VINHA, que desarticulou uma organização criminosa que atuava em um grande esquema de descaminho que ocorria na fronteira entre Brasil e Paraguai e passava por rodovias do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, até o Estado de Goiás. A PF cumpriu dois mandados de prisão temporária em Penápolis-SP e Caldas Novas-GO. Doze mandados de busca e apreensão também foram expedidos pela Justiça Federal de Jales e foram cumpridos pelos federais nas cidades de Matelândia, Santa Tereza d’Oeste e Itaguajé, no Paraná, Rio Quente, Caldas Novas e Goiânia em Goiás e Penápolis-SP.

As investigações da PF iniciaram em junho do ano passado após a prisão de quatro homens em uma rodovia na região de Jales. Na ocasião, os presos transportavam grande quantidade de bebidas alcoólicas provenientes do Paraguai com destino ao estado de Goiás desacompanhadas da documentação de importação legal das mercadorias. Um dos presos na ocasião é Policial Rodoviário Estadual de São Paulo. O policial atua na base de Penápolis e, segundo as investigações, repassava informações privilegiadas aos investigados sobre a movimentação nos postos policiais, equipes de serviço e eventuais fiscalizações nas rodovias estaduais de São Paulo. Ele também participava de alguns transportes portando arma de fogo e carteira funcional da corporação. A Justiça Federal determinou o imediato afastamento do policial de suas funções a partir desta data, bem como a entrega de seu armamento e fardamentos à corporação.

As investigações demonstraram que pelo menos dez pessoas faziam parte de um grande esquema de importação ilegal de mercadorias, especialmente bebidas, que movimentou só nos últimos meses, mais de R$ 2 milhões. O líder do grupo, que reside em Caldas Novas-GO, possui empresas no ramo de bebidas de alto valor comercial, que são revendidas a clientes com alto poder aquisitivo, que encomendam bebidas que chegam a custar mais de R$ 10 mil a garrafa. Policiais Federais de Goiás e policiais do CIOF (Centro Integrado de Operações de Fronteira) de Foz do Iguaçu-PR também deram apoio às investigações nas diligências de campo.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores do líder do grupo, além de determinar medidas judiciais aos investigados entre elas: suspensão do direito de dirigir, suspensão do exercício da função pública (no caso do policial), proibição de transitar na região de fronteira em uma faixa de 150km em todo o território nacional.

Os investigados foram indiciados nos crimes de Descaminho, artigo 334 do Código Penal e Organização Criminosa, artigo 288 do Código Penal e caso sejam condenados estarão sujeitos à pena máxima de até doze anos de reclusão. Todo o material apreendido será encaminhado à PF em Jales-SP, responsável pela condução dos trabalhos investigativos.

Os presos permanecerão custodiados em cadeias da região onde foram detidos e permanecerão à disposição da Justiça Federal de Jales.

O nome da operação “VINHA” foi utilizado em alusão à plantação de uvas, que são utilizadas na produção do vinho, principal bebida comercializada ilegalmente pela organização criminosa.

Por: Andreazza Joseph

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