Cultura

Três medidas provisórias perdem a validade Fonte: Agência Senado

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Perdem a validade nesta quarta-feira (2) três medidas provisórias, incluindo a que autorizou a aplicação, em 2021, dos recursos destinados ao setor da cultura por meio da Lei Aldir Blanc (MP 1.019/2020). A MP autorizou o pagamento do benefício com os recursos já aprovados em 2020 e destinados ao cumprimento da lei, mas que ainda não tenham sido utilizados.

A Lei Aldir Blanc, originada da MP 986/2020 e promulgada pelo Congresso em agosto de 2020, determinou o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios. A aplicação dos recursos estava limitada aos valores liberados pelo governo federal. O auxílio financeiro foi chamado de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos, que morreu de covid-19, em maio de 2020. O texto da lei estabeleceu o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural, além de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais.

Por decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com a prerrogativa de presidente do Congresso Nacional, no dia 8 de abril a validade da MP foi prorrogada por 60 dias, mas a norma perdeu a eficácia sem ter sido analisada pelos parlamentares. A prorrogação do auxílio emergencial para trabalhadores e empresas do setor cultural também foi tema do Projeto de Lei (PL) 795/2021. Doze dispositivos dessa proposta foram vetados pelo governo federal, mas todos os vetos foram derrubados nesta terça-feira, 1º de junho, pelo Congresso.

Pronampe

Também perdeu a validade, sem análise do Congresso, a MP 1.020/2020, que abriu crédito extraordinário de R$ 10,1 bilhões para viabilizar a integralização de cotas no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

De acordo com dados do governo, o Pronampe já disponibilizou R$ 32,9 bilhões de crédito para micros e pequenas empresas, por meio de mais de 450 mil contratos. A taxa de juros é a Selic, acrescida de 1,25% ao ano. Os recursos disponibilizados podem servir para pagar funcionários, contas de luz e água, aluguel, compra de matérias-primas e mercadorias, entre outros. Também podem ser direcionados a reformas e investimentos, como compra de máquinas e equipamentos.

Saúde do Rio de Janeiro

A terceira MP que tornou-se sem eficácia autorizou a prorrogação de até 1.419 contratos temporários firmados com médicos, enfermeiros e outros trabalhadores da saúde para atuação em hospitais federais do Rio de Janeiro (MP 1.022/2020).

Por meio de uma outra medida provisória editada em maio de 2020 e posteriormente convertida na Lei 14.072, de 2020, Jair Bolsonaro já havia autorizado a extensão do vínculo de 3.592 profissionais até o dia 31 de dezembro do ano passado. Com a virada do ano, estes contratos corriam risco de serem encerrados em meio à pandemia de covid-19. Mas com a nova medida provisória, até 1.419 deles puderam ser novamente renovados, respeitando o prazo máximo de 28 de fevereiro de 2021.

Fonte: Agência Senado

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Cultura

Luana do Crato humorista do Ceará, fez bonito no 10 ou mil no Programa do Ratinho

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Humorista Luciano Lopes está em turnê por São Paulo e prepara lançamento de livro, filme e documentário; Seu personagem famoso, a Luana do Crato, esteve no Programa do Ratinho, do SBT, na ultima segunda-feira (23/08).

Quem não conhece a Luana do Crato? A personagem que encanta e faz rir pessoas de todas as idades foi destaque no Programa do Ratinho nesta segunda, às 22h, no SBT. Lope diz que está em turnê por São Paulo e pretente lançar uma turner no Centro Oeste do País, mais precisamente Brasília e Caldas Novas a principal cidade turistica do Brasil.

Luciano é formado em Direção Teatral pelo Instituto Dragao do Mar de Arte e Cultura, graduado em Jornalismo, pós graduado em gestão de talentos, arte educação e cultura popular. Graduando também em pedagogia, ele está acumulando shows e a direção artística do Teatro do Humor, e encontrou um tempo para conceder essa entrevista para o DIVIRTA-CE.

DIVIRTA-CE – Como foi o seu encontro com o humor, em que momento você percebeu que seguiria a carreira de humorista? Me fale sobre o início da carreira, as dificuldades, desafios…
LUCIANO LOPES – Em 1987 comecei a fazer teatro na SCAC – Sociedade de Cultura Artística do Crato. Nunca pensei em fazer humor, mas os diretores sempre me escalavam para fazer personagens engraçados e no início isso me deixava muito chateado porque queria fazer outros papéis e nunca era convidado. Em 1993 um amigo que na época estava secretário de cultura do Crato (Fernando Piancó) me fez um convite para fazer uma personagem feminina em festa do município, então criei a Luana do Crato, junto com o ator Luiz Benuy que fazia a Buana. Eram duas gêmeas e subimos ao palco para fazer a abertura do show de Reginaldo Rossi. Mais o meu foco era o teatro infantil,  e a Luana ficou sendo apenas uma brincadeira para festas de amigos. Em 1999 resolvi participar de um festival de humor em Fortaleza no Shopping Avenida e lá tive a oportunidade de mostrar o meu trabalho para os grandes artistas, entre eles, Paulo Diógenes e Skolástica que eram meus grandes ídolos e referências. Sempre fui muito fã do trabalho dos dois e cheguei a colecionar recortes de jornais do Paulo Diógenes.
DIVIRTA-CE – E a personagem Luana do Crato, como surgiu? Como foi o processo de criação?
LUCIANO LOPES – A criação da Luana se deu muito através de referências destes grandes dois artistas cearenses Raimundinha e Skolastica como também referências da minha infância e dos personagens que assistia na TV, como a velha surda e a pureza da Praça é Nossa, Dona Bela da Escolinha do Professor Raimundo e, claro, a Dercy Gonçalves. Também busquei na literatura de cordel e no pastoril.
DIVIRTA-CE – Quais as diferenças entre o humor feito no início da sua carreira para hoje em dia? Os humoristas tem mais espaço, facilidade para começarem a carreira? 
LUCIANO LOPES  – Quando comecei a fazer humor não existia ainda a internet e tínhamos que subir no palco sem ninguém nunca ter visto o nosso trabalho, e agradar. Tínhamos que ser muito bons ou o mercado não nos consumia. Os donos de casa eram muito exigentes e os próprios humoristas que já faziam sucesso selecionavam quem iria dividir o palco com eles. As oportunidades eram poucas. Hoje com as redes sociais tudo ficou mais fácil. Os artistas já tem a oportunidade de mostrar o seu trabalho na internet e muitos deles já tem o seu público. Hoje tanto as casas de humor como os produtores dão mais espaço aos novos artistas
DIVIRTA-CE – Durante seus shows e participações em programas de TV, quais os momentos mais marcantes e inusitados você destacaria?
LUCIANO LOPES – Em programa de TV me emocionei quando fui gravar a Escolinha do Gugu e tive a oportunidade de conhecer o Fofão, que fazia o Patropi.
DIVIRTA-CE – Você é diretor artístico do Teatro do Humor, na Beira Mar, um dos mais tradicionais de Fortaleza. Como é a escolha do elenco e a seleção dos comediantes que se apresentam?  Existe espaço para humoristas iniciantes?
LUCIANO LOPES – O Teatro do Humor é um dos instrumentos culturais mais antigos no circuito da Beira Mar. Viemos com uma nova roupagem para o teatro e novos atrativos para resgatar o público cearense e fomentar uma formação de plateia que estava se diluindo. Hoje o teatro está totalmente temático com decoração e restaurante regional. Optamos por trabalhar com os artistas que já estavam na casa, mas com algumas modificações em seus shows para que pudessem ser assistidos por toda família. Os artistas assim como a casa tiveram que se reinventar. E já podemos colher frutos deste trabalho. Ainda temos muito para fazer e nossa meta é transformar a casa em uma referência nacional do humor cearense.
DIVIRTA-CE – O Teatro do Humor (foto) passou por uma grande transformação durante a pandemia. Houve uma mudança na entrada do Teatro, na logística, com a plateia sendo acomodada em mesas, o local incorporou um restaurante e foi o único palco de apresentações culturais aberto nos períodos de restrições devido ao Covid-19. Como vocês conseguiram assegurar esse espaço para os artistas mostrarem seu trabalho e garantirem sua sobrevivência durante esse período tão difícil? Haverão outras novidades no Teatro do Humor?
LUCIANO LOPES – O teatro abriu as suas portas não só para o humor. Recebemos diariamente forró pé de serra, além de peças de artesão locais que temos na nossa budega e que pode ser comprado pelo público. Ainda estamos em processo de criação dos show que também irá ter apresentações de danças nordestinas e grupos folclóricos. Durante a pandemia o teatro capitaneou projetos de arrecadação de cestas básicas não só para ajudar os artistas mais também os guias e promotores de turismo.
DIVIRTA-CE- O Luciano Lopes apresenta outros personagens além da Luana do Crato? Quais são seus próximos projetos e planos para o futuro? Poderia divulgar sua agenda de apresentações?
LUCIANO LOPES- Luciano Lopes além da Luana do Crato dar vida ao palhaço Bilu um personagem voltado para o público infantil , Dona Caçulinha a bisavó da Luana. Sempre fiz teatro e nos espetáculos, sempre vivo o personagem que o diretor me escala. E os projetos para o futuro: tenho um lançamento do meu livro em Fortaleza “Mariquinha Maricota”. O mesmo já foi lançado em São Paulo pela editora Giostri. Tem também a produção do filme “Mariquinha Maricota” já em andamento, além do documentário. “Eles são elas com muito humor”, que fala sobre o humor feito por homens vestidos de mulher. E a nova turnê da Luana do Crato que já começou pelo Cariri e agora estou em São Paulo.
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